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CONHECENDO PIUMHI ATRAVÉS DE SUA HISTÓRIA E DE SEU PRESENTE

A ORIGEM DE PIUMHI

CONHECENDO PIUMHI ATRAVÉS DE SUA HISTÓRIA E DE SEU PRESENTE

A ORIGEM DE PIUMHI
A origem da povoação de Piumhi se montou nos padrões mineiros setecentistas, ou seja, uma forte ligação entre a mineração, agricultura, pecuária e religiosidade. Durante as três primeiras décadas do século XVIII, o sertão do Piauhy era uma densa mata virgem habitada por indígenas hostis e negros aquilombados, embora já fosse uma terra cobiçada pelos bandeirantes, pois acreditavam que aqui possuía muito ouro.
Muitos aventureiros pensavam em empreender essa viagem até as nascentes do Rio São Francisco, mas ninguém tinha coragem e o capital necessário para tornar o sonho realidade. Alguns vieram, mas não obtiveram sucesso na mineração.
Em 1731, o paulista João Batista Maciel, radicado em Pitangui, resolveu buscar o apoio necessário para empreender a aventura. Fez uma expedição preliminar e encontrou faisqueiras na região. Ao voltar para Pitangui, espalhou boatos de que havia muito ouro no Sertão do Piauhy. Organizaram-se, assim, uma comitiva formal com a presença do Padre Luís Damião e do procurador da Câmara João Veloso Falcão.
Chegado à região, o ouro não foi encontrado com a grandeza em que se esperava. Batista Maciel foi preso acusado de falso descobridor, mas em decorrência de uma confusão conseguiu fugir, após Veloso ser atingido no braço por um tiro. Nesse período, é que se celebrou a primeira missa nessas terras. Apesar da confusão, alguns mineradores decidiram ficar aqui para melhor explorar o terreno. Algumas sesmarias foram pedidas e o arraial começou a se desenvolver, mas, o constante ataque dos negros aquilombados ao pequeno núcleo urbano faz a região ficar desabitada novamente. Somente em 1743 é que o governo resolveu atacar e destruir definitivamente os vários quilombos que havia na região. Assim, sem os quilombolas, por volta de 1750, a região voltou a ser ocupada e novas sesmarias foram distribuídas.
Em 1752, surge, em Piuhy, novo surto de mineração, aumentando significativamente o número de habitantes, pois as demais regiões mineradoras já apresentavam sinais de esgotamento e declínio. Nesse ano, o Padre minerado,r Marcos Freire de Carvalho, toma posse dos “Novos Descobertos do Piuhy” para o Bispado de Mariana. Dois anos depois, em 1754, o arraial já se encontrava bem desenvolvido, de tal modo que, no mês de março desse ano, representantes da Câmara de São José Del Rei, futura cidade de Tiradentes, tomaram posse da região do Piuhy. O Bispo de Mariana Dom Frei da Santíssima Trindade, no decreto que resolveu subordinar a Ermida de São Roque à Paróquia de Pi?í, escreve que a “Paróquia de Nossa Senhora do Livramento do Piuí foi ereta no ano de 1754, a primeira do termo do Tamanduá, (…) descortinou-se que a paróquia de Piuí foi criada em 1754”, paróquia esta de ordem episcopal.
A Paróquia de Nossa Senhora do Livramento de Piumhy só ganhou o status de Paróquia Colada no ano de 1803, quando o Estado, configurado no poder do rei português Dom João VI, assumiu as despesas com as côngruas dos sacerdotes e o direito de arrecadar os dízimos.
Aos poucos, a mineração foi deixada de lado dando origem a uma agricultura miscigenada com pecuária, ditando assim, a futura vocação agrária da cidade. Inicialmente, destacou-se a criação de gado, produção de queijo canastra e a produção de abacaxi.Piumhi,hoje, é polo nacional na produção de café.

VILA, CÂMARA E CIDADE
Associados ao desenvolvimento religioso e econômico, vieram às inovações e transformações políticas que resultaram na criação da Vila do Piumhy em 1º de abril de 1841. Liderados pelo pároco local, Vigário José Severino Ribeiro, foi realizado uma campanha para angariar fundos para organizar a instalação da Câmara Municipal de Piumhy, fato que se verificou no dia 7 de abril de 1842 – data da emancipação política e administrativa de nosso município, desmembrado da Vila Nova de Formiga. Nessa ocasião, tomaram posse os sete vereadores que tinham como presidente o próprio Vigário José Severino.
Assim, aos 20 de julho de 1868, pela lei nº. 1.510, a Vila do Piumhy é elevada à categoria de cidade, graças aos esforços do Cônego Modesto Luiz Caldeira e de seus filhos Dr. Modesto Augusto Caldeira e Dr. Aristides Godofredo Caldeira – que haviam sido deputados na Assembleia Provincial.
A religiosidade foi um traço marcante ao longo da história desta cidade, dando origem a belos templos como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Livramento de estilo indefinido, construída na década de 1940; o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, concluída 1956, substituindo a antiga Capela do Rosário; a Capela de Nossa Senhora da Abadia da Cruz do Monte, principal cartão postal da cidade. Existiram também em Piumhy várias irmandades e confrarias e um cemitério eclesiástico, interditado em 1932, por se impedir sepultamentos de protestantes, que aqui chegaram por volta de 1899/1900.
A cidade muito desenvolveu ao longo dos anos transformando-se em um ícone regional em diversas áreas e, por consequência, acabou perdendo as suas características de cidade mineradora e as marcas do período colonial. Conta, atualmente, com uma população aproximada de 36 mil habitantes divididos em uma área de 902,4 Km2.

O TOPÔNIMO: “PIUMHI” É ASSIM QUE SE ESCREVE
O nome de nossa cidade também tem a sua história. Ao longo do texto há algumas das dezenas formas diferentes de escrever o nome da cidade. Desde os tempos de Vila utilizava-se a grafia “Piumhy”. Na época da presidência de Getúlio Vargas foi extinto do alfabeto brasileiro as letras “K” “y”, “w”, forçando o nascimento de uma nova forma de escrever o nome da cidade: “Piumhi”. Essa nova versão foi apresentada e defendida pelo jornalista local José Firmino Pereira. Vargas também encomendou um estudo especializado que conluiu que o nome de nossa terra deveria ser escrito Pi?í, modo utilizado pelas instituições federais. Entretanto, as repartições estaduais e municipais utilizavam a grafia “Piumhi”, o que gerava muita confusão. Para solucionar o dilema na época do Prefeito João Batista Soares (1997/2000), a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou uma lei que oficializou a grafia “Piumhi” como modo correto e único de escrever o nome de nossa cidade.
O significado do topônimo significa para alguns estudiosos “rio de muitos peixes” (piu= peixe, i= água/rio). Outros defendem que o topônimo significa “mosquito d’água” (pium= mosquito, i= água/rio). As duas versões são consideradas corretas, pois há na região uma abundância de peixes e mosquitos borrachudos.

CRUZ DO MONTE: POSTAL SÍMBOLO DA CIDADE
O morro da Cruz do Monte é o maior e mais importante postal-símbolo de Piumhi. Trata-se de uma elevação montanhosa na extremidade sul da cidade, onde os habitantes primitivos da cidade ergueram um grande cruzeiro de madeira, dando origem ao nome do local: Cruz do Monte. Alguns pesquisadores datam a construção da capela dedicada à Nossa Senhora da Abadia da Cruz do Monte em 1828, pelos padres Balbônimos ou Balbônios (capuchinhos). No entanto, outras fontes revelam que os Freis Capuchinhos Francisco Coriolano Otram, Eugênio Maria da Gênova e Arcanjo da Assunção passaram em nossa cidade em 1852, ocasião em que teriam erguido a Capela da Cruz do Monte e o Cemitério Eclesiástico. Quatro anos depois a capela foi reconstruída por João Ferreira de Oliveira em cumprimento de uma promessa de uma filha. Depois disso a Capela passou por muitas reformas e reconstruções até chegar ao formato atual. A escadaria de acesso à Capela foi construída em 1972, na gestão do Prefeito Américo Arantes. Posteriormente, escreveu-se o nome da cidade na escadaria transformando o local no principal cartão postal-símbolo. A importância histórica, cultural e turística do complexo da Cruz do Monte se fez mostrar no brasão do município e no amor que os piumhienses devotam ao lugar.

POTENCIALIDADES TURÍSITICAS E CULTURAIS
Piumhi, é uma cidade muito especial e privilegiada, situada na região Centro-oeste de Minas Gerais é dona de numa topografia plana embora seja cercada por uma cadeia montanhosa que lhe proporciona belezas naturais indescritíveis, prontas para serem descobertas e desvendadas pelos mais curiosos turistas. Nossa cidade é pacata e habitada por gente hospitaleira, típica do interior de Minas. Temos ampla estrutura hoteleira e uma variedade culinária para todos os gostos. Temos o orgulho de dizer que formamos o portal das maiores riquezas turísticas da região: a Serra da Canastra e Lago de Furnas, mas nosso convite é para conhecer nossas possibilidades. No entorno: lindas cachoeiras, serras, grutas, fazendas centenárias e mirantes espetaculares. Na cidade maravilhosas e bem cuidadas praças, monumentos em homenagem a personagens e fatos de nossa história, majestosos templos que são verdadeiros marcos de fé, bares e restaurantes com excelentes opções de gastronomia, Folia de Reis, Lira São José, Vozes de Natal e muitas outras atrações culturais. Nossa cidade está de portas abertas para recebê-lo. Venha nos visitar e se encante com a nossa gente e com as nossas riquezas naturais e culturais.

Texto: Professor, historiador e advogado Luís Augusto Júnio Melo

 

Prefeito Municipal
Dr. Paulo Cesar Vaz

Vice-Prefeito
José Cirineu Silva

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