VETERINÁRIO DO CENTRO DE ZOONOZES DE PIUMHI ESCLARECE COMO É FEITO A SOLTURA DOS CÃES

 

O Centro de Zoonozes em Piumhi tem realizado um ótimo trabalho na cidade, no cuidado e esterilização de animais de rua. Essas ações se deram em decorrência da Lei Estadual 21.971, que estabelece que o cão que tenha sofrido atos de crueldade, abuso ou maus-tratos, e que tenham sido recolhidos, devem ser esterilizados e disponibilizados para adoção. Caso isso não ocorra, eles serão devolvidos na comunidade de origem, porém, desta vez, tratados e castrados.

Durante essa semana, um funcionário do Centro de Zoonozes foi visto soltando os cães nas ruas e houve questionamento dessa ação por parte da população nas redes sociais. Diante disso, o veterinário Rogério Arantes, explicou que o procedimento é realizado baseado na Lei do Estadual.

Com instalações adaptadas para receber os animais e uma equipe capacitada de 05 funcionários e um veterinário, o Canil de Piumhi, somente nesse início do ano, realizou 201 cirurgias em cães, entre elas 190 foram castrações.

Rogério ressaltou que são realizadas cerca de 55 castrações por mês, que funciona da seguinte maneira: a cada semana são recolhidos cerca de 15 cães em bairros específicos, seguindo uma ordem. São feitas em média 3 cirurgias de castrações por dia.

Segundo o veterinário, o canil oferece atendimento clínico e cirúrgico, tratamento dos animais enfermos, controle populacional dos cães com as castrações e vacinação antirrábica dos animais de rua, com uma média de 04 cães atendidos por dia.

Ele contou ainda que, cerca de 60 cães se encontram no centro de zoonose. Além desses, cerca de 6 animais doentes que chegam ao canil são avaliados por dia, uma média de 35 animais por semana. As castrações são intercaladas entre os animais de rua e os cães que foram adotados.

Rogério explicou que a estrutura do canil foi adaptada para acomodar os cães da melhor e mais correta maneira possível, sendo que no centro de zoonose existem 3 baias para filhotes mais novos, 4 baias coletivas grandes para 5 a 6 cães, 9 baias coletivas para 2 cães, 8 baias individual de internação, uma quarentena e 10 gaiolas para os animais que estão em tratamento mais intensivo,como cães que estão na fluidoterapia, utilizada geralmente para tratar cães desidratados.

O veterinário falou que a zoonose presta serviços somente para os animais de rua que aparentemente estão doentes. Eles são recolhidos, examinados e avaliados, após isso é instituído o tratamento. Os animas ficam no centro de zoonose até se recuperarem totalmente. Após tratados, eles são castrados e esperam um período para recuperação do pós-operatório, aguardando serem adotados.

Rogério ponderou que nesse período os animais estão para a adoção e toda população pode visitar o local e levar para casa um animal saudável e bem tratado.
Ele frisou que todos os animais que dão entrada no centro de zoonoses recebem a vacina antirrábica e todo tratamento que necessitarem. Entretanto, a procura pela adoção ainda é pequena e a população precisa se sensibilizar e ajudar, para que os animais não precisem voltar às ruas, tendo em vista que a estrutura do canil não comporta todos os animais de rua no local.

Portanto, quem quiser visitar os animais e buscar adoção responsável, o canil funciona na Rua Antônio Goulart Silva, no Bairro Bela Vista. Informações pelo telefone: 37-99997-5676.

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