Terceira fase da GAT começa em Piumhi

 

Sempre olhando para a proteção e o bem-estar da população, a Prefeitura de Piumhi, através da secretaria de Saúde e o Setor de Endemias, realizou na última quinta-feira, 22, uma coletiva de imprensa para explicar como funcionará a terceira fase do projeto com armadilhas para captura de fêmeas de Aedes no município.

A armadilha GAT (Gravid Trap Aedes) faz parte de um projeto implantado em Piumhi em 2016, que se destina à captura de fêmeas do mosquito em busca de água limpa para oviposição. Esse projeto de pesquisa está sendo realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento Municipal de Vigilância Ambiental, em parceria com o Laboratório de Ecologia Química de Vetores (LabEQ) da UFMG coordenado pelo pesquisador chefe do laboratório Dr. Àlvaro Eduardo Eiras, Dr. Marcelo Carvalho Resende, o bolsista Paulo Demarco Júnior e o coordenador de endemias Luiz Henrique Vieira Mota.

O projeto nesta terceira fase tem como intuito analisar os resultados obtidos em campo com a instalação das armadilhas em três bairros do município de Piumhi (Jardim Santo Antônio, Lagoa de Tráz e Nova Piumhi).

A armadilha funciona como um criadouro que atrai fêmeas de Aedes para colocar ovos. Quando as fêmeas entram na armadilha, ficam retidas e morrem. Nesse processo, é possível identificar a espécie do mosquito capturado e, consequentemente, impedir a reprodução do inseto.

Nesse primeiro momento serão instaladas em torno de 350 armadilhas, até o final de Junho está previsto a instalação de cerca de 2000 armadilhas, um compromisso da Prefeitura, do setor de Endemias e da UFMG para com o município de Piumhi.

O trabalho também conta com estagiárias do curso de biomedicina da UNIFOR responsáveis pelas identificações das amostras biológicas de campo coletadas pelos agentes. Fazendo uma comparação com o ano de 2016 em que cerca de 170 casos de dengue foram notificados em Piumhi, em 2017 tivemos apenas um caso de dengue registrado sendo que o morador havia sido infectado durante uma viagem e não no município.

Desde 2015 em torno de 10.000 mosquitos foram capturados no município, este projeto atual é o maior entre os anteriores e necessita da conscientização e ajuda da população, para que o projeto dê certo. Os moradores precisam permitir a instalação das armadilhas em suas residências, trazendo assim segurança para suas famílias e também a toda população.

A recusa de moradores em contribuir com o projeto implica na queda da porcentagem de segurança do bairro, visto que as casas são contadas estatisticamente, as armadilhas são instaladas nos imóveis e semanalmente um agente de vigilância vai até o local fazer a recolha dos mosquitos capturados e oferecer o monitoramento, as armadilhas são totalmente gratuitas e não oferecem nenhum risco aos moradores, muito pelo contrário, isso ajuda e muito na sua segurança.

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