MORADORES DEVEM REDOBRAR CUIDADOS COM A DENGUE EM PIUMHI

 

Em boletim divulgado durante a última semana pelo setor de endemias da Prefeitura de Piumhi, pode-se constatar que o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti diminuiu notoriamente. No início do ano a porcentagem era de 8% e agora foi para 4,5%, o que leva o município, mesmo com a diminuição, a continuar em uma situação de risco.

Até o final da última semana foram notificados 40 casos prováveis de dengue, sendo a maior parte no Centro, com 04 confirmados. Durante todo o ano passado apenas 10 casos foram notificados e um confirmado, mas a pessoa veio contaminada de outra região.

Na ocasião Piumhi se encontra com alto índice de focos, segundo o último LIRAa de abril. Para chegar a esse resultado, a equipe de endemias visitou 873 imóveis, dos quais 60 foram encontrados com focos de mosquito, sendo 66,2% com focos positivos de Aedes aegypti e os outros 33,8% de mosquitos diversos.

Dentre os 26 bairros visitados do município, o Nova Esperança, Nova Piumhi e Pindaíbas foram os que mais registraram focos positivos com 18,17 e 13 respectivamente, seguido por Jardim Santo Antônio, Vila Agreny e Cidade Nobre com 12, 10 e 07 focos encontrados nesta ordem, sendo a maioria deles encontrados em plástico, lata, vidro, recipiente com escoamento de água, ralinhos, vaso/prato de plantas, bebedouro de animais, e demais recipientes estocando água de chuva nos quintais.

Dessa maneira, o município se encontra em situação de risco, sendo o índice de infestação predial para o Aedes aegypti de 4,5%, porcentagem acima da considerada normal, segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde.

O setor de endemias enfatizou que a diminuição do índice em relação ao início do ano se deu, grande parte, as ações de mutirão de limpeza, pela intensificação do trabalho de campo dos agentes de endemias associado ao trabalho com as armadilhas (GAT), a qual é uma ferramenta acessória ao combate do mosquito, mas que a população não deve deixar de tomar os cuidados necessários por isso.

A coordenação do setor avalia que os cuidados devem ser redobrados no período de chuvas, principalmente com recipientes que se tornam criadouros, sendo necessário tomar medidas preventivas, de maneira a manter os ralinhos com tela, baldes e outros materiais que possam empossar água em lugares tampados, lavar os bebedouros de animais pelo menos duas vezes por semana e deixar as lonas sempre esticadas para evitar a formação de poças d’água.

O biólogo Luiz Henrique Vieira Mota explicou que as armadilhas utilizadas na captura dos mosquitos é somente uma ferramenta acessória no combate e por motivo algum os cuidados diários na prevenção de doenças transmitidas pelos vetores podem deixar de ser realizados.

Ele pontuou que por determinação do Ministério da Saúde a atividade de bloqueio de transmissão mais conhecida como fumacê, somente pode ser realizado na ocasião de notificação de casos suspeitos ou confirmados de dengue ou qualquer outra doença transmitida pelo vetor em um raio de 150 metros da residência da pessoa notificada, não podendo ser realizado em hipótese alguma para o controle de mosquitos devido ao incômodo ou outros tipos de pragas urbanas.

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