PIUMHI É PIONEIRA NA UTILIZAÇÃO DAS ARMADILHAS PARA CAPTURA DO MOSQUITO DA DENGUE

 

Há três anos executando o projeto com armadilhas para captura de fêmeas do mosquito Aedes no município, intitulado de GAT (Gravid Trap Aedes), na tarde de ontem (18/02), foi realizada uma coletiva de imprensa com os executores da ação que são o Laboratório de Ecologia Química de Vetores (LabEQ) da UFMG, coordenado pelo pesquisador chefe do laboratório Dr. Àlvaro Eduardo Eiras, Dr. Marcelo Carvalho Resende e o coordenador de endemias do município Luiz Henrique Vieira Mota.

Na oportunidade, foi apresentado para o prefeito Adeberto José de Melo (Deco), o resultado do projeto, o resultado no município e o quanto o mesmo está sendo bem visto pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o relatório, Piumhi foi pioneira em aderir ao projeto em 2016 e em todo o país apenas três municípios contam com a instalação da GAT, sendo eles Piumhi, São José do Rio Preto e Vila Velha.

A armadilha GAT faz parte de um projeto implantado em Piumhi em 2016, que se destina a captura de fêmeas do mosquito em busca de água limpa para oviposição. Esse projeto de pesquisa está sendo realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento Municipal de Vigilância Ambiental, em parceria com o Laboratório de Ecologia Química de Vetores (LabEQ) da UFMG, coordenado pelo pesquisador chefe do laboratório Dr. Àlvaro Eduardo Eiras, Dr. Marcelo Carvalho Resende e o coordenador de endemias, Luiz Henrique Vieira Mota.

Ela funciona como um criadouro que atrai fêmeas de Aedes para colocar ovos. Quando as fêmeas entram na armadilha, ficam retidas e morrem. Nesse processo, é possível identificar a espécie do mosquito capturado e, consequentemente, impedir a reprodução do inseto.

O chefe do laboratório Álvaro disse que os próximos passos deve ser definir a quantidade ideal de armadilhas que serão colocadas em cada residência, uma vez que assim irá conseguir um maior impacto na quantidade de mosquitos que estão presentes no local.

“Será feita essa avaliação por cerca de seis meses, para assim ver qual a melhor opção, a qual será trabalhada por oito meses nas cinco áreas selecionadas para atuação: Centro, Lagoa de Trás, Jardim Jardim Santo Antônio, Vila Agreny e Nova Piumhipara ver se funcionou e o impacto que isso causa no município.”

Para o Prefeito, toda ação de prevenção é válida e merece prestígio. “Sabemos que todos nós somos responsáveis por cuidar do nosso ambiente e evitar a proliferação do mosquito. Este projeto é inovador e com certeza trouxe grandes benefícios para nossa cidade”, relatou Deco.

Marcelo pontuou que isso é uma maneira de controlar o número de armadilhas utilizadas em cada local e ainda disse que o material agora está sendo fabricado no país, uma vez que o custo é muito alto para ser exportada.

 

      

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