PIUMHI É DESTAQUE NO CONGRESSO NACIONAL DE SECRETARIAS MUNICIPAIS DE SAÚDE

 

Durante o último mês, o coordenador do setor de endemias de Piumhi Luiz Henrique Vieira Mota, participou do XXXIII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, representando a região como uma das experiências escolhidas como exitosas. O encontro foi no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, durante os dias 12 e 15 de julho,

Durante a 14ª Mostra “Brasil, aqui tem SUS” realizada no congresso foram feitas apresentações orais e debates de todas as experiências exitosas selecionadas pelas regionais de saúde do país, onde o município de Piumhi estava entre os municípios selecionados do Estado de Minas Gerais.

Com o tema “IMPLANTAÇÃO DO MÉTODO DE MONITORAMENTO COM OVITRAMPAS DAS POPULAÇÕES DE AEDES SP, NO BAIRRO ELIZA LEONEL – PIUMHI/MG” de autoria do coordenador de endemias Luiz Henrique Vieira Mota.

Segundo o coordenador, para conseguir ser selecionado foi postada a pesquisa no site do Cosems MG e entre as pesquisas postadas da regional de Passos, a qual conta com 24 municípios, Piumhi foi escolhido para representar a regional.

A ARMADILHA:

A ovitrampa é uma armadilha composta por um recipiente preto com quatro perfurações na sua parte mediana, possui aproximadamente 1L, sendo instalada com uma palheta de madeira compensada de 3 x 12 cm, presa por um clipe em seu interior.

Para a instalação foi adicionado 300 mL de água e adicionado um pellet de ração, para atrair as fêmeas grávidas. Durante a visita domiciliar dos Agentes de Controle de Endemias (ACE) o morador foi orientado sobre a pesquisa que é realizada no bairro e a importância para uma melhor vigilância do vetor, solicitando a permissão para que fosse instalada uma ovitrampa em sua residência e o retorno do ACE semanalmente para leitura e inspeção da armadilha.
Foram instaladas 50 ovitrampas numeradas nos 26 quarteirões existentes no bairro.

Luíz Henrique explicou que a ovitrampa é uma armadilha específica para fêmeas de mosquito que foi desenvolvida para capturar ovos de culicídeos tanto em período sazonal de chuva quanto em período de estiagem. Por meio dela é possível monitorar o Aedes aegypti e apontar seu índice de infestação predial (IIP) em um bairro ou cidade. Este é um método de controle mais sensível do que a pesquisa larvária.

A pesquisa foi aplicada ao bairro Eliza Leonel, o qual apresenta um maior número de focos do mosquito. Com o estudo foi possível chegar ao número de 110.624 ovos de Aedes sp, capturados nas ovitrampas no ano de 2016, se mostrando um método de boa aceitação pela comunidade, competente e viável, onde foi possível avaliar a flutuação do vetor no bairro através dos índices.

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