ÍNDICE DE INFESTAÇÃO DO MOSQUITO DA DENGUE TEM AUMENTO SIGNIFICATIVO

 

Em boletim divulgado essa semana pelo setor de endemias da Prefeitura de Piumhi, pode-se constatar que o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti subiu notoriamente. No final do ano a porcentagem era de 0,7% e agora foi para 8%, o que leva o município a passar de uma situação satisfatória para de risco.

Até o final da última semana foram notificados 04 casos prováveis de dengue, sendo 03 no Bairro Novo Tempo e 01 no Dona Vicentina, nenhum sendo confirmado. Durante todo o ano passado apenas 10 casos foram notificados e um confirmado, mas a pessoa veio contaminada de outra região.

Na ocasião Piumhi se encontra com alto índice de focos, segundo o último LIRAa. Para chegar a esse resultado, a equipe de endemias visitou 908 imóveis, dos quais 107 foram encontrados com focos de mosquito, sendo 63,9% com focos positivos de Aedes aegypti e os outros 36,1% de mosquitos diversos.

Dentre os 33 bairros visitados do município, o Nova Esperança, Nova Piumhi  e Pindaíbas foram os que mais registraram focos positivos com 18,17 e 13 respectivamente, seguido por Jardim Santo Antônio, Vila Agreny e Cidade Nobre com 12, 10 e 07 focos encontrados nesta ordem, sendo a maioria deles encontrados em plástico, lata, vidro, recipiente com escoamento de água, ralinhos, vaso/prato de plantas, bebedouro de animais, e demais recipientes estocando água de chuva nos quintais.

Dessa maneira, o município se encontra em situação de risco, sendo o índice de infestação predial para o Aedes Aegypti de 8%, porcentagem acima da considerada normal, segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde.

O setor de endemias enfatizou que esse aumento se deu devido ao alto índice de chuvas registrados na região desde de novembro de 2017 e também ao descaso e negligencia de grande parte da população em deixar de realizar os trabalhos diários de prevenção.

A coordenação do setor avalia que os cuidados devem ser redobrados nesta época, principalmente com recipientes que se tornam criadouros, sendo necessário tomar medidas preventivas, de maneira a manter os ralinhos com tela, baldes e outros materiais que possam empossar água em lugares tampados, lavar os bebedouros de animais pelo menos duas vezes por semana e deixar as lonas sempre esticadas para evitar a formação de poças d’água.

O biólogo Luiz Henrique Vieira Mota explicou que as armadilhas utilizadas na captura dos mosquitos é somente uma ferramenta acessória no combate e por motivo algum os cuidados diários na prevenção de doenças transmitidas pelos vetores podem deixar de ser realizados.

Ele pontuou que por determinação do Ministério da Saúde a atividade de bloqueio de transmissão mais conhecida como fumacê, somente pode ser realizado na ocasião de notificação de casos suspeitos ou confirmados de dengue ou qualquer outra doença transmitida pelo vetor em um raio de 150 metros da residência da pessoa notificada, não podendo ser realizado em hipótese alguma para o controle de mosquitos ou outros tipos de pragas urbanas.

Luiz Henrique lembra a população de que estão sendo realizados mutirões de limpeza em diversos bairros e até o momento já foram recolhidos nove caminhões na localidade do Novo Tempo, Cruzeiro, Nelsinho Pereira e Geraldo Sansoni.

 

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