ÍNDICE DE INFESTAÇÃO DO MOSQUITO DA DENGUE CAI EM PIUMHI

Em boletim divulgado essa semana pelo setor de endemias da Prefeitura de Piumhi, pode-se constatar que o índice de infestação do mosquito aedes aegypti caiu notoriamente. No início do ano a porcentagem era de 6,2% e agora foi para 0,7%.

ano passado o município apresentava 176 casos notificados, com 20 confirmados, sendo o maior número de casos no Bairro Nova Esperança, já esse ano o maior número de casos suspeitos foi no bairro Vila Nova, com três casos.

Com o baixo número de casos, Piumhi se encontra também com um baixo índice de focos, segundo o último LIRAa. Para chegar a esse resultado, a equipe de endemias visitou 860 imóveis, dos quais 27 foram encontrados com focos de mosquito, sendo 23% com focos positivos de Aedes aegypti e os outros 77% de mosquitos diversos.

Dentre os 18 bairros visitados do município, o Jardim Santo Antônio, Cidade Nobre e Bela Vista foram os que mais registraram focos positivos com 03 em cada, seguido por Centro, Totonha Tomé e Dona Lica com 02 em cada, sendo a maioria deles encontrados em ralinhos, recipiente de armazenamento de água, bebedouro de animais, lona, lixo, caixa de gordura e de água.

Dessa maneira, o município se encontra em situação satisfatória, sendo o índice de infestação predial para o Aedes Aegypti de 0,7%, porcentagem dentro da considerada normal, segundo os parâmetros da Organização Mundial de Saúde.

O setor de endemias reforça que os cuidados devem ser redobrados nesta época, principalmente com recipientes que se tornam criadouros, sendo necessário tomar medidas preventivas, de maneira a manter os ralinhos com tela, baldes e outros materiais que possam empossar água em lugares tampados, lavar os bebedouros de animais pelo menos duas vezes por semana e deixar as lonas sempre esticadas para evitar a formação de poças d’água.

Segundo o biólogo Luiz Henrique Vieira Mota, provavelmente houve essa diminuição devido ao empenho do setor de endemias com trabalhos para combater o mosquito, associado a introdução de armadilhas para captura de fêmeas adultas com a “Gravid trap Aedes” (GAT) cedidas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e armadilhas para captura de ovos conhecidas como Ovitrampas, além do período de seca.

A coordenação do setor de endemias enfatiza que o empenho de todos os agentes associado a parceria com o Laboratório de Ecologia química de Vetores (LabEQ) da UFMG ao excelente resultado, visto que os principais criadouros são recipientes independentes de estação chuvosa, por isso não ser relacionado o baixo IIP exclusivamente ao período de atual de estiagem.

No município de Piumhi deste a implantação do LIRAa como metodologia de pesquisa larvária é o melhor índice já registrado com poucos casos de dengue (8 notificados e 1 alóctone confirmado), também melhor situação epidemiológica já registrada desde 2001 (7 notificados e 2 confirmado autóctone).

Ainda cabe ressaltar que a equipe vem realizando ações de controle vetorial e mutirões de limpeza em todo o município e somente esse ano, 63 caminhões de lixo foram recolhidos pelos agentes e também que o baixo índice de infestação se deve a parceria como o Laboratório de Ecologia Química de Insetos Vetores (LabEQ) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na instalação das Armadilha Gravid Trap Aedes (GAT) nas residências dos bairros que possuem maior número de focos do mosquito.

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