DECO PARTICIPA DE MANIFESTAÇÃO CONTRA PRIVATIZAÇAO DA ELETROBRÁS

 

Na tarde de ontem, 09, o Prefeito de Piumhi, Adeberto José de Melo (Deco), participou de uma manifestação contra a privatização da Eletrobrás. O evento aconteceu em São José da Barra, em frente á barragem da Hidrelétrica de Furnas, uma das empresas que poderá ser privatizada por ser subsidiária da mesma.

O projeto de lei que pretende privatizar a empresa tramita na Câmara Federal, mas a votação que deverá definir a venda ou não do grupo Furnas Centrais Elétricas está prevista para acontecer em maio.

Centenas de pessoas entre manifestantes e representantes políticos, mais de 40 prefeitos, deputados e vereadores da região estiveram presentes, além da Secretária de Agropecuária, Abastecimento e Meio Ambiente  de Piumhi, Helenice Miranda, e o responsável pelo Departamento de Meio Ambiente, Martiniano Fagundes, entre outros.

Furnas está presente em quinze estados brasileiros e no Distrito Federal. Ao todo integram seu parque gerador 18 usinas hidrelétricas, duas termoelétricas e três parques eólicos, gerando aproximadamente 10% da energia elétrica consumida no País.

Por sua infraestrutura, com 66 subestações e mais de 23 mil quilômetros de linhas de transmissão, passa 40% da energia nacional. Um exemplo disso é o Linhão Madeira, com 2.375 quilômetros entre o Norte e Sudeste, a maior linha de transmissão de corrente contínua do mundo.

Em agosto do ano passado, o governo federal anunciou sua intenção de privatizar a Eletrobras, gigante formada por várias outras empresas, como Furnas, que controla 233 usinas e possui 61 mil quilômetros de linhas de transmissão, que atuam em toda a cadeia produtiva do setor de energia elétrica. Além de gerar receita para colocar as contas federais em ordem, o argumento é dar mais eficiência ao setor.

Em 1999, a empresa chegou a ser incluída no Plano Nacional de Desestatização, implantado pelo então ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, mas o governador de Minas Gerais da época, Itamar Franco, opôs forte resistência à medida. Policiais e bombeiros militares chegaram a ocupar a Usina Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (Sul), e os planos do governo federal foram revistos.

Além da possível demissão e terceirização de funcionários, os representantes contrários à privatização estão preocupados com a queda no turismo na região, o qual deve diminuir ou acabar caso a ação aconteça.

“E a gente sabe que, com a privatização, a gente não teria apenas a usina, tem a questão da água que é uma questão muito importante. E não é o fato de falar que existem agências para regular isso. A gente sabe como funciona no Brasil e sabe como essas agências não estão funcionando. Então temos muita preocupação do que pode acontecer, porque um projeto turístico na beira de um lago, sem água, ele não para em pé”, afirma Fernando Queiroz, diretor do Sindicato dos Engenheiros de Minas Gerais.

O presidente da Alago, o qual engloba 36 municípios da região, e prefeito de Capitólio, José Eduardo Valory, frisou que precisa do apoio de todos os deputados para que consigam barrar a privatização, uma vez que a venda, além de diversos prejuízos, trará a disseminação do turismo, o qual é a fonte de renda de grande parte da região.

Em seu discurso Deco pontuou que como prefeito e presidente da Ameg ele tem mais que a obrigação de lutar pela não privatização de Furnas, enfatizando que a geração de energia e água é uma questão de segurança nacional e não podemos deixar que os estrangeiros invadam e prejudiquem a região.

“O turismo é muito importante para nossas cidades e sabemos que com essa privatização, as empresas vão cuidar apenas dos próprios interesses. Se isso acontecer, temos muito a perder, não só pelo turismo, mas pela qualidade da nossa geração de energia e água também”, comentou Deco.

Aumentar Fonte
Contraste