SARAU LARANJA É REALIZADO EM PIUMHI PARA DISCUTIR VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES

Nesta segunda-feira (25) foi realizado um evento em comemoração ao Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, para alertar toda a população sobre a necessidade de prevenir e eliminar a violência de gênero.

O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Piumhi, por meio da Secretária Municipal de Assistência Social, em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e acontece pelo segundo ano consecutivo, no Fórum de Piumhi.

O dia é conhecido por “Dia Laranja”, pois essa é uma cor positiva e vibrante, representando um futuro livre de violência contra meninas e mulheres, juntas a se mobilizarem pela prevenção e eliminação da violência.

De acordo com o Ministério de Saúde, no Brasil a cada 4 minutos, uma mulher é agredida por um homem. No ano de 2018, foram registrados mais de 145 mil casos de violência, sendo essas: sexual, física, psicológica e de outros tipos, em que as vítimas sobreviveram. Em sua maioria, as vítimas são violentadas pelo marido, ex-namorado, vizinho, algum parente.

Para o Prefeito de Piumhi, Adeberto José de Melo (Deco), discutir o assunto é de suma importância, em todas as épocas do ano.

“Hoje, nos reunimos para falar de um assunto tão importante e atual como este. Sabemos do crescimento da violência contra mulher e isso realmente precisa ser discutido, para que severas punições possam ser estipuladas, pois isso tem que acabar. A mulher é hoje um ser de destaque na sociedade, com sua independência e posicionamento. Hoje as mulheres ocupam cargos que antigamente eram vistos apenas para homens. Com isso, a mulher ganhou sua liberdade e crescimento em todos os aspectos. Por isso, elas precisam de proteção e cuidado”, reforçou Deco.

História:
Em 1999, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu, no dia 25 de novembro, o Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher. Essa data foi escolhida para homenagear as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como “Las Mariposas”, que combatiam fortemente o regime ditatorial de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana, sendo assassinadas pelo governo extremista. Seus corpos foram encontrados em um precipício, com sinais de estrangulamento e intensa tortura, acarretando uma grande comoção. Com a finalidade de ampliar o combate à violência contra as mulheres, em 2010, foi criada a ONU Mulheres, instituição humanitária com sede em Nova York e responsável pela defesa dos direitos humanos das mulheres na ONU.

No Brasil, a biofarmacêutica Maria da Penha é o símbolo da luta pela proteção das mulheres contra a violência doméstica e familiar. Em 1983, Maria da Penha, então casada com o professor universitário Marco Antônio Herredia Viveros, sofreu duas tentativas de assassinato pelo seu cônjuge, ficando paraplégica por um tiro nas costas enquanto dormia. Foram mais de 15 anos de luta e pressões internacionais para que a Justiça brasileira concluísse o processo contra o ex-companheiro de Maria da Penha, inclusive com a denúncia do país para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA). Somente em 2002, Viveros foi condenado e preso para cumprir dois anos de prisão.

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